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Fundo define repasses para municípios sem petróleo

7/1/2010        Fonte: A Gazeta    Editoria: Economia    Página: 15
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010


Fundo define repasses para municípios sem petróleo

07/01/2010 - 00h00 (Outros - A Gazeta)

Denise Zandonadi
dzandonadi@redegazeta.com.br

Criado em 2006 pelo governo do Estado o Fundo para Redução das Desigualdades Regionais (Lei 8.308/06) terá algumas mudanças nos índices de repasse dos recursos para os municípios. Em 2010 não receberão dinheiro do Fundo, os municípios de Aracruz, Itapemirim, Jaguaré, Linhares, Presidente Kennedy e São Mateus. Além disso, Serra e Vitória também ficarão de fora por terem obtido maior participação na divisão do ICMS em relação aos outros municípios capixabas.

O chamado Fundo das Desigualdades Regionais é formado por 30% do total de royalties, pagos pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) ao governo do Estado, sobre o petróleo e gás produzido no Espírito Santo. Em 2009, o governo estadual recebeu R$ 142,1 milhões em royalties e participação especial e repassou em torno de R$ 42,6 milhões para o Fundo das Desigualdades.

É preciso lembrar que o valor repassado pela ANP para o governo estadual não tem relação com o que é recebido pelos municípios onde há produção de petróleo e onde há, também, instalações que atendem à indústria petrolífera. Para todos os municípios, a ANP repassou, no ano passado, um total de R$ 147,37 milhões referentes a royalties e participação especial.

Aumento
Para este ano a expectativa dos prefeitos é que aumente significativamente o volume de repasses da ANP em função tanto do aumento na produção de petróleo e gás quanto no aumento do preço do barril de petróleo.

O royalty é calculado com base no valor do barril – o repasse é de 5% sobre o valor do barril e participação especial varia de 5% a 10% sobre o valor do barril. Em 2009, devido à crise internacional, que começou em setembro de 2008, o preço do barril, que chegou a ser comercializado por US$ 150, caiu para menos de US$ 50, mas já está em recuperação e já chegou a US$ 70 o barril.

A variação cambial, com a consequente valorização do dólar, também deverá ajudar a melhorar o repasse de royalties para o governo do Estado e, consequentemente, para os municípios, avalia o presidente da Associação dos Municípios do Espírito Santo (Amunes), Gilson Amaro, que é prefeito de Santa Teresa.

“Os critérios de divisão dos recursos do Fundo das Desigualdades basicamente permanecem os mesmos”, explica Amaro. Recebem mais do Fundo os municípios que têm menos repasse de ICMS e os que têm maior população e, por outro lado, não tem produção de petróleo e não tem equipamentos para a indústria de petrolífera.

Petrobras vai financiar fornecedores do pré-sal
A Petrobras vai participar como cotista de Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC) destinados exclusivamente para possibilitar o acesso de pequenos e médios fornecedores a recursos financeiros.

Segundo nota da estatal divulgada ontem, o objetivo é estimular a participação desses fornecedores no desenvolvimento do setor de petróleo e gás brasileiro e no desenvolvimento do pré-sal, além de estimular a diminuição, no longo prazo, dos custos de produtos e serviços dessa indústria.

A primeira série do fundo, que será administrado pelo banco HSBC, terá recursos no montante de R$ 100 milhões. O objetivo da Petrobras é que o fundo atinja, no curto prazo, o montante de R$ 1 bilhão de patrimônio líquido, em múltiplas séries de R$ 100 milhões.

A empresa já aportou R$ 4 milhões no fundo, de um total de R$ 10 milhões a serem investidos nos próximos meses. Ainda segundo a nota à imprensa, o fundo recebeu nota de classificação AA para as cotas seniores pela Fitch Ratings e já se encontra em operação.

Já o segundo fundo, administrado pelo banco Pactual, com previsão de lançamento para este mês, deve atingir patrimônio líquido de R$ 3 bilhões e tem classificação AA+ da Standard Poor's.

Por meio dos novos fundos, os fornecedores com Certificação Cadastral da Petrobras (CRCC - Certificado de Registro e Classificação Cadastral) e boa avaliação de desempenho junto à companhia terão seu crédito pré-aprovado e poderão adiantar até 50% do valor de seus contratos celebrados com a Petrobras, em condições e prazos mais vantajosos do que as oferecidas pelo mercado de crédito tradicional.

Governo quer alterar mistura da gasolina
O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse ontem que ficou para a próxima segunda-feira a decisão sobre se o governo vai ou não reduzir o porcentual de mistura de etanol à gasolina. Stephanes esteve ontem reunido com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e com o ministro da Fazenda em exercício, Nelson Machado, para tratar do assunto. A decisão, porém, será tomada no âmbito do Conselho Interministerial do Açúcar e do Álcool (Cima), que é integrado pelos três ministros, além do ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Após a reunião, o ministro Lobão disse que o governo não acredita que os preços do etanol vão continuar subindo.

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