terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Greve atrasa obra do gasoduto de Cacimbas
26/01/2010 - 00h00 (Outros - A
Gazeta)
Denise Zandonadi
dzandonadi@redegazeta.com.br
Uma
das obras mais importantes da Petrobras no Estado, a Unidade de Tratamento de
Gás de Cacimbas (UTGC), em Linhares, está parada desde quarta-feira, dia 20,
devido à greve dos trabalhadores das empreiteiras contratadas pela Engevix,
empresa responsável pela obra.
Cerca de 1,5 mil trabalhadores atuam em
várias empresas para construir o módulo III de Cacimbas. A previsão da Petrobras
é que a UTGC esteja pronta em junho deste ano para entrar em operação nos meses
seguintes.
A paralisação envolve trabalhadores do setor metalúrgico e
também da construção civil. Por isso, os sindicatos que representam as duas
categorias de trabalhadores participam das negociações.
Reivindicações
Basicamente, os operários querem
reajuste de 6,18% – o mesmo que foi pago aos metalúrgicos capixabas em novembro
do ano passado; querem também o pagamento de 65% para as duas primeiras horas
extras e de 100% para a terceira hora extra em diante, no caso dos dias normais
da semana; querem ainda 100% sobre todas as horas extras nos finais de semana e
feriados; e querem 75% sobre a hora de transporte de Linhares até o canteiro de
obras.
Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Espírito
Santo, Roberto Pereira de Souza, as empresas mais importantes que atuam na UTGC
são a Milplan, que tem mais de mil funcionários; SGS PID; Álvaro Aguiar; e
Metalúrgica Laranjeiras. Segundo Souza, ainda não há reunião de negociação
marcada entre as partes.
O engenheiro da Engevix responsável pela obra,
Claudair Afonso de Oliveira, explicou que todas as informações sobre a greve e
suas consequências só podem ser dadas pela Petrobras.
Ele esclareceu,
porém, que somente os funcionários da Milplan e SGS PID aderiram totalmente à
greve. Os trabalhadores das outras companhias pararam em consequência da decisão
destes empregados. Hoje, os advogados das empresas e dos sindicatos se reúnem
para iniciar as negociações. Não há informação sobre atraso na entrega da obra
UTGC.