segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
CSU é bem-vinda à Anchieta, diz prefeito
01/02/2010 - 00h00 ( - A
Gazeta)
Fernanda Zandonadi
fzandonadi@redegazeta.com.br
Diante de uma ação movida por um grupo ambiental contra a instalação
da Companhia Siderúrgica de Ubu (CSU), em Anchieta, no Sul do Estado, a
prefeitura do município reiterou a posição a favor da instalação da planta
industrial. Segundo o prefeito Edival Petri, a CSU é bem-vinda e "estamos
acompanhando de perto todo processo de licenciamento".
O prefeito explica
que o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) está
adotando procedimento inédito na análise do licenciamento da CSU.
"O
Iema criou grupos temáticos que analisam a questão da água, do ar, recursos
hídricos e o aspecto socioeconômico do projeto. Já a Vale, mesmo antes mesmo de
anunciar o empreendimento, esteve nas comunidades.
Em relação às
entidades que entraram na Justiça contra a implantação da siderúrgica, o
prefeito explica que "a opinião do grupo não representa a sociedade de Anchieta.
Eles não participam do fórum de Ubu, onde todos têm direito à voz".
Depois de mais uma reunião entre moradores e representantes da Vale,
empresa que construirá a siderúrgica, três entidades decidiram ingressar na
Justiça contra a instalação da empresa.
A Associação dos Catadores de
Caranguejo; Associação dos Pescadores de Anchieta e Grupo de Meio ambiente de
Anchieta (Gama) não querem o empreendimento no município.
Sobre o
projeto
Anúncio. Depois de ter que desistir do primeiro projeto
para instalar uma siderúrgica em Ubu, em parceria com os chineses da Baosteel, a
Vale anunciou, no final de agosto do ano passado, a intenção de procurar
parceiros para construir uma usina menor, com capacidade para produzir 5 milhões
de toneladas de placas de aço por ano.
Abandono. Na primeira vez,
a Vale e a Baosteel abandonaram o projeto da Companhia Siderúrgica Vitória (CSV)
porque os técnicos do governo do Estado concluíram que não havia condições para
a implantação de um projeto daquele porte em Ubu. A alegação era falta de água
doce e excesso de material particulado no ar, devido às usinas de pelotização da
Samarco.
Licença. Agora a Vale, sem parceiros ainda, reformulou o
projeto da siderúrgica e aguarda posição do Iema sobre a licença ambiental.