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Trabalhador consegue emprego mais rápido no Espírito Santo
5/2/2010
Fonte:
A Gazeta
Editoria:
Economia
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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Trabalhador consegue emprego mais rápido no Espírito Santo
05/02/2010 - 00h00 (Outros - A
Gazeta) Abdo Filho afilho@redegazeta.com.br
O trabalhador
brasileiro está menos tempo na fila do emprego. O tempo médio que um
desempregado leva para conseguir uma recolocação caiu muito nos últimos cinco
anos no país, de 13 meses para oito meses e meio. A boa notícia é que, no
Espírito Santo, além da queda também registrada, o tempo de espera é muito
menor: dois meses e meio. Por área, a construção civil é onde se consegue mais
rápido um trabalho: menos de dois meses. Já o setor extrativo mineral, exige
sete meses de espera.
De acordo com dados do Instituto Jones dos Santos
Neves, enquanto que em 2004 o trabalhador capixaba ficava em torno de três meses
procurando, em 2009, esse tempo caiu para dois meses e meio.
Ainda
segundo o Instituto Jones, uma pessoa que está atrás de emprego no Espírito
Santo não fica mais de três meses e meio sem uma vaga. A chance de o trabalhador
ter sua carteira assinada neste período, de acordo com a instituição, é de quase
100%.
Confira
a relação das vagas abertas no Sine
Esse menor período de espera
para a recolocação no mercado é resultado da boa situação da economia local,
mesmo com a crise, e da expansão dos investimentos no Espírito Santo, que tem
reflexos diretos na contratação de mão de obra.
Comparação A
média capixaba é bem inferior à brasileira. Segundo o Departamento Intersindical
de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em 2004, o brasileiro ficava
em torno de 13 meses esperando. Em 2008, caiu para nove meses e meio e, no ano
passado, para oito meses e meio.
"O ciclo de crescimento econômico,
principalmente entre 2004 e 2008, explica esse fenômeno. Foi o melhor desde o
milagre econômico, na década de 70. A conjuntura atual explica essa melhoria no
mercado de trabalho, principalmente com o crescimento da formalidade", pondera
Sérgio Mendonça, economista do Dieese.
Mas, para os especialistas, a
rápida recolocação pode também ser vista como um sintoma da alta taxa de
rotatividade que toma conta do mercado de trabalho local e nacional.
"No
Espírito Santo, na média, 4,35% da massa empregada muda de emprego a cada mês.
Isso quer dizer que em um ano quase metade dos trabalhadores formais vão sair de
uma empresa e vão para outra. Um dos motivos é a baixa qualificação, quanto
maior ela é, menor é a rotatividade. Hoje, as pessoas não fazem uma carreira e
não crescem no emprego", destaca o economista do Instituto Jones Magnus Castro.
Em São Paulo e Rio de Janeiro, a taxa mensal é de 3%.
Mendonça, do
Dieese, concorda. "A alta rotatividade da mão de obra, é uma chaga brasileira.
Esse entra e sai intenso, não ajuda no processo de formação do trabalhador. Vale
destacar que a rápida recolocação no mercado é boa, afinal, não queremos que as
pessoas passem longos períodos desempregadas, no entanto, temos de combater uma
das causas dessa rápida recolocação, que é a alta taxa de rotatividade",
argumentou.
Volte ao mercado Não desanime: comece a procurar
novas oportunidades o mais rápido possível. Altos executivos podem demorar mais
para encontrar uma vaga, com o tempo de procura podendo chegar a um ano.
Cronograma: faça um cronograma e se responsabilize pelo seu cumprimento.
Não crie raízes: com a evolução das indústrias, as oportunidades de
carreira migram. Saiba para onde estão indo os cargos da sua área e esteja
disposto a se mudar de cidade em busca da oportunidade certa.
Seja
paciente: mostrar ansiedade excessiva a um possível empregador só diminuirá seu
valor. E certamente você não quer pular de um cargo precário para
outro.
Seja flexível: não fique obcecado por remunerações ou títulos.
Aceitar um nível de remuneração ou título abaixo do seu ideal pode ser
vantajoso. Se você superar as expectativas, o título e o salário se ajustarão
com o tempo.
Informado: fique por dentro das últimas notícias,
tendências e tecnologias importantes no seu setor.
Em forma: não
negligencie a saúde e a alimentação, que geralmente sofrem com o estresse da
procura de um novo emprego.
Mais recursos: há diversos sites e
ferramentas gratuitos que ajudam. Procure sua universidade, organizações
profissionais, grupo de veteranos ou outras afiliações que você tenha.
Microempresas empregam mais
Os pequenos empreendimentos
foram os responsáveis pela maioria dos empregos gerados nos últimos dez anos,
segundo pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgada
ontem. De acordo com o estudo, entre 1998 e 2008, a cada três empregos criados
na iniciativa privada não agrícola dois eram em empresas com até dez
trabalhadores.
No Espírito Santo a história se repete. O número de
pessoas ocupadas em empreendimentos privados com até dez postos de trabalho em
1989 era de 248.386. Em 2008 o montante avançou para 746.396 trabalhadores.
O rendimento médio mensal também mostrou aceleração no Estado. Em 1989 o
valor era de R$ 923,10. Em 2008 o valor subiu para R$ 1.288,60. Segundo o Ipea,
somente 12 Estados registraram, em 2008, rendimento médio real superior ao do
ano de 1989.
Segundo o estudo, o setor de comércio, alojamento e
alimentação foi o principal responsável pelos empregos entre os pequenos
empreendimentos: 45% do total. Em segundo, aparece o setor da construção civil
com 15,45%.
O estudo também ressalta a importância da indústria e dos
serviços de educação e saúde que juntos foram responsáveis por 27,2% das
ocupações entre 1998 e 2008.
Carreira foi alavancada com troca de
trabalho
Depois de quatro anos como recepcionista de um hospital de
Santa Teresa, Patrícia de Jesus se viu desempregada. Ao contrário do que
imaginava, antes de bater o desespero ela já estava novamente com a carteira
assinada, agora como auxiliar de radiologia. Não foram nem quatro meses de
procura. "Achei que foi bem rápido. Quando saí do hospital pensei que ficaria
muito mais tempo parada. Ainda bem que não foi o que aconteceu". Além de
aparecer rápido, o novo emprego representou uma evolução na carreira. "Saí do
interior e vou voltar a estudar. Quero subir ainda mais na carreira", diz
Patrícia cheia de esperança.
VAGAS NOS SINES
Vitória: 183
vagas
Vila Velha: 574 vagas
Serra: 280 vagas
Cariacica: 60
vagas
Anchieta: 90 vagas
Aracruz: 35 vagas
Cachoeiro de
Itapemirim: 311 vagas
Colatina: 42 vagas
Guarapari: 138
vagas
Linhares: 70 vagas
Nova Venécia: 21 vagas
São Mateus:
53 vagas
Viana: 292 vagas
Mais informações no www.es.gov.br
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