quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Empresas locais
contratadas pela Vale vão abrir mil vagas
Abdo Filho afilho@redegazeta.com.br
Três empresas capixabas – Solesa, de Cariacica, BNG
Metalmecânica e KNM, ambas da Serra – serão responsáveis pelo fornecimento de
materiais e equipamentos de caldeiraria para a oitava usina de pelotização da
Vale, que será inaugurada em 2012 em Tubarão. Todos os sete pacotes previstos
para essa fase da obra ficaram com fornecedores do Espírito Santo. O valor dos
contratos é de R$ 67 milhões e representa cerca de mil empregos ao longo de
2010.
O processo de coleta de preços feita pela mineradora contou
com a participação de empresas de todo o Brasil. Os pacotes foram dimensionados
observando as especialidades, capacidades e disponibilidade das empresas
estabelecidas no Estado. As empresas locais apresentaram as melhores propostas
técnicas e comerciais e estarão presentes em todos os pacotes contratados.
“Foi uma disputa acirrada, que demonstra a competitividade
das empresas locais”, sublinhou o gerente-geral de projetos da Vale e
responsável pela implantação da oitava usina, Lênin Mendes.
Dos sete pacotes ofertados, três foram vencidos pela Solesa,
dois ficaram com a BNG e outros dois com a KNM. Juntos eles representam o
fornecimento total de 8 mil toneladas de equipamentos e materiais de
caldeiraria, entre tanques, vasos, dutos e silos. As peças de caldeiraria são
equipamentos de grandes dimensões, dutos com diâmetro de até 6 metros e tanques
com até 15 metros de diâmetro, que não estão disponíveis no mercado, produzidos
somente sob encomenda.
7,5 Milhões de
Toneladas
Até o momento, o fornecimento de produtos e serviços
contratados de empresas capixabas pela Vale para a implantação da oitava usina
(as obras começaram em 2008) somam cerca de R$ 220 milhões. A boa notícia é que
a melhor parte (a dos pacotes eletromecânicos), e que rende mais dinheiro aos
fornecedores, ainda não chegou. “É o grosso do investimento e as empresas
capixabas estão no páreo”, afirmou Mendes.
Fontes de mercado afirmam que nesta parte da obra serão
investidos mais de R$ 100 milhões em apenas uma das três etapas. Mais de 2 mil
postos de trabalho devem ser abertos. Em meados do ano terá à montagem
eletromecânica, a última e mais importante fase das obras.
Na construção da pelotizadora, com capacidade de produção de
7,5 milhões de toneladas por ano, serão investidos US$ 636 milhões. Durante a
obra serão gerados 3 mil postos. A oitava usina terá um pico de 3 mil
empregados com diminuição gradativa nos últimos meses da construção. Depois de
pronta a usina vai empregar 350 pessoas.
Vale lucra US$ 5,3
bilhões em 2009
São Paulo
A Vale registrou lucro líquido de US$ 1,51 bilhão no quarto
trimestre de 2009, alta de 11,1% em relação ao mesmo período do ano anterior,
segundo o padrão contábil norte-americano US Gaap. A receita caiu 12%, para US$
6,54 bilhões, enquanto o Ebtida somou US$ 2,14 bilhões, queda de 20,4%. No ano
fechado de 2009, o lucro da Vale caiu 59,5%, para US$ 5,34 bilhões.
A receita caiu 37% no ano, para US$ 23,9 bilhões, enquanto o
Ebitda teve baixa de 51%, para US$ 9,1 bilhões.
Vendas
As vendas de minério de ferro e pelotas da Vale totalizaram
68,410 milhões de toneladas no quarto trimestre de 2009, resultado 24,61% superior
ao registrado no mesmo período de 2008.
Na comparação com o trimestre anterior de 2009, os embarques
da companhia mostram uma queda de 6,2%.
Pelo balanço da Vale, as vendas de minério atingiram 61,909
milhões de toneladas no quarto trimestre, contra 47,846 milhões no igual
período do ano anterior.
Em relação ao terceiro trimestre, os embarques encolheram em
7,3%. Já as vendas de pelotas seguem caminho contrário. Os embarques do produto
registraram uma queda de 7,78% frente ao quarto trimestre de 2008, mas sobem
5,5% ante o trimestre anterior.
Segundo a Vale, a retração nos embarques de minério de ferro
nos últimos três meses do ano reflete alguns fatores: problemas de manutenção
em Carajás, o período das chuvas e a paralisação no carregamento de navios por
conta da manutenção dos viradores de vagões no terminal marítimo de Ponta da
Madeira, no Maranhão.
Em seu balanço, a companhia destaca que essas restrições têm
vida curta e que a demanda mundial por minério está aquecida e deve se manter
assim por um “longo período”. Em 2009, a companhia totalizou a venda de 247,181
milhões de toneladas de minério de ferro e pelotas, desempenho 16,56% inferior
ao verificado no ano anterior.
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