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Obras em alto-forno e usina vão gerar 8,3 mil empregos até 2011

26/3/2010        Fonte: A Gazeta    Editoria: Economia    Página: 21
sexta-feira, 26 de março de 2010


Obras em alto-forno e usina vão gerar 8,3 mil empregos até 2011

26/03/2010 - 00h00 (Outros - A Gazeta)

Denise Zandonadi
dzandonadi@redegazeta.com.br

Depois de um ano de retração no mercado siderúrgico, em função da crise que abalou o mercado internacional, o setor metalmecânico do Estado já se prepara para a retomada dos investimentos a partir da implantação de projetos novos, como as usinas de pelotização da Vale (oitava pelotizadora em Tubarão), Samarco (quarta usina), e ArcelorMittal Tubarão que fará a reforma do seu primeiro alto-forno.

Esses empreendimentos deverão receber cerca de R$ 8,6 bilhões de investimentos e gerarão grande número de empregos durante a implantação das unidades e, também, para a operação. A estimativa é que cerca de 8,3 mil postos de trabalho sejam criados nos momentos de pico das obras.

Empresários do setor metalmecânico já se preparam para disputar os contratos de fornecimento para a empresa que vencer a concorrência para a reforma do primeiro alto-forno da ArcelorMittal. Esse forno, que foi o primeiro construído pela siderúrgica, foi inaugurado em 1983 e é o mais antigo do mundo em operação ininterrupta. A previsão inicial era de que ficasse apenas dez anos sem reforma, mas o seu desempenho foi melhor do que o esperado e somente agora será revisado.

A direção da ArcelorMittal Tubarão não confirma, mas empresários da área industrial, principalmente do setor metalmecânico, aguardam para o final deste mês a decisão da companhia quanto à empresa que será responsável pela reforma do alto-forno. Duas empresas estrangeiras que têm esse tipo de tecnologia estão na disputa: Voest Alpine (de origem austríaca-alemã) e Paul Wurth (Luxemburgo).

A definição também representará a contratação dos terceirizados no Estado e no país, onde as empresas capixabas esperam fechar contratos nas áreas de construção civil, calderaria, pintura, mecânica e elétrica. São pelo menos nove meses de preparação e quatro meses de obras que deverão começar em abril de 2011.

Desde o início da crise financeira mundial, no final de 2008, a siderúrgica decidiu interromper a produção do alto-forno 2 devido à queda mundial na demanda por aço. Já que teve que a produção precisou ser parada, a empresa optou por fazer a reforma do forno, cuja obra está em fase de conclusão. Este alto-forno voltará a funcionar no próximo mês.

Minério
Ontem, representantes do setor metalmecânico estiveram em Belo Horizonte com a direção da Samarco Mineração. O objetivo foi tomar conhecimento do projeto da quarta usina de pelotização que a empresa quer instalar em Ubu (Anchieta) e colocar, para a companhia, o que o setor metalmecânico pode oferecer em termos de fornecedores de serviços e bens.

Para o consultor Durval Vieira de Freitas, que atua na área de qualificação das empresas, as indústrias capixabas querem chegar a um índice de 45% de fornecimento nesse empreendimento. Na usina três, o índice chegou a 32% e na pelotizadora dois, a participação foi de apenas 14% de fornecedores locais.

O projeto está em fase de licenciamento e deverá receber R$ 5 bilhões em investimentos e gerar 4,3 mil empregos no pico da obra. “Nosso setor está cada vez mais preparado para atender estes projetos”, explicou Freitas.

Já a Vale está trabalhando dentro do ritmo previsto nas obras de instalação da oitava usina de pelotização. A unidade produzirá 7,5 milhões de toneladas por ano e deverá estar concluída até o final de 2012.

Há vagas

Alto-forno
Arcelor. O primeiro alto-forno da siderúrgica, também o mais antigo do mundo em operação ininterrupta, será desligado em abril de 2011 para reforma total. A previsão é de investimento de R$ 100 milhões e geração de pelo menos mil empregos.

8ª usina da Vale
Minério. As empresas Solesa, de Cariacica, BNG Metalmecânica e KNM, ambas da Serra, serão responsáveis pelo fornecimento de materiais e equipamentos de caldeiraria para a oitava usina da Vale, que será inaugurada em 2012 em Tubarão. Todos os sete pacotes previstos para essa fase da obra ficaram com fornecedores do Estado. O valor dos contratos é de R$ 67 milhões e representa cerca de mil empregos. Na construção da pelotizadora, com capacidade de produção de 7,5 milhões de toneladas por ano, serão investidos US$ 636 milhões.

4ª usina da Samarco
Licença. A nova planta tem uma capacidade de projeto com uma produção anual de 8,25 milhões de toneladas. Se o órgão ambiental conceder a licença de implantação, a Samarco deverá iniciar as obras em 2011. Para a fase de implantação, são previstos 4.290 trabalhadores no pico da obra. Para a fase de operação, são 265 vagas
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