sexta-feira, 26 de março de 2010
Fibria diz que opera a plena capacidade e volta a minimizar greve
26/03/2010 - 09h19 ( - Agência
Estado)
A Fibria informou na noite de quinta-feira (25), em novo comunicado à
imprensa, que "suas operações estão normais e a produção está à plena
capacidade, atendendo às demandas do mercado". O posicionamento da companhia é
uma resposta ao movimento liderado pelo Sindicato dos Trabalhadores Químicos e
Papeleiros do Espírito Santo (Sinticel), que pretende mobilizar trabalhadores
para interromper a produção da fábrica da companhia instalada em Aracruz (ES).
Em entrevista à Agência Estado na tarde quinta, o presidente do
sindicato, Joaquim Artur Duarte Branco, afirmou que o fluxo de madeira na
unidade já havia sido reduzido, reflexo de uma mobilização inicial dos
trabalhadores. A companhia, por sua vez, destaca que o ritmo de sua produção não
foi alterado.
O novo comunicado da companhia sobre o tema - o primeiro
foi publicado na sexta-feira passada - volta a citar o que a empresa considera
como baixa representatividade do movimento grevista. "O estado de greve
manifestado na sexta-feira passada pelo sindicato foi deliberado em reuniões
restritas para trabalhadores sindicalizados, excluindo a ampla participação de
todos os 750 trabalhadores", destacou a companhia. "Somente cerca de 13% do
efetivo da unidade participou e o grupo que aprovou o estado de greve representa
8% do efetivo", afirmou a empresa no texto.
Em resposta ao posicionamento
do Sinticel de que a Fibria não apresentou nova proposta em reunião realizada na
quinta-feira na Superintendência Regional do Trabalho do Espírito Santo (SRTES),
a companhia informou que foi a entidade que não trouxe uma nova proposta à mesa
de negociações.
Além disso, destacou a Fibria, o Sinticel propôs
reiniciar a discussão de todos os itens da negociação coletiva, incluindo
questões que na interpretação da companhia "já haviam sido amplamente debatidas
durante o processo de negociação realizado em 13 rodadas - 11 com o Sinticel e
duas com mediação da Superintendência". Por fim, a fabricante de papel e
celulose informou que "caso haja concordância do Sinticel com a proposta.