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Dragagem permitirá que Tubarão receba navios gigantes
27/5/2010
Fonte:
Gazeta online
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Denise Zandonadi
dzandonadi@redegazeta.com.br
foto: Divulgação Vista do
Porto de Tubarão
Para passar a receber
navios com 400 mil toneladas de porte bruto (TBP), a Vale decidiu
investir na dragagem do Porto de Tubarão, por onde exporta minério de
ferro, soja e importa matéria prima para produção de fertilizantes,
entre outros produtos. A empresa investirá R$ 120 milhões para tornar o
porto mais competitivo a partir de abril do próximo ano.
Por enquanto, a mineradora está trabalhando no processo de licenciamento
ambiental junto ao Instituto Estadual do Meio Ambiente (Iema). Segundo
o gerente de desenvolvimento sustentável da Vale, Romildo Fracalossi, a
obra vai possibilitar que o modal portuário da empresa receba navios
com calado de 23 metros. A área já é considerada a mais eficiente do
mundo em relação ao giro de pátio - eficiência na movimentação de
minério e pelotas nos pátios de estocagem.
Atualmente, o Porto de Tubarão tem capacidade para receber navios com
calado de até 20 metros, segundo Fracalossi. "Tubarão consegue receber o
maior navio transportador de minério do mundo, que tem 365 mil
toneladas de porte bruto (TBP). Mas, devido à falta de profundidade, o
navio não pode receber toda a carga que tem capacidade", explica o
gerente de desenvolvimento sustentável.
A previsão é de que a dragagem comece em julho, quando o processo de
licenciamento deve ser finalizado. A retirada dos sedimentos será feita
por uma empresa estrangeira e deve durar 11 meses. O prazo longo,
segundo Fracalossi, é porque todo o trabalho é realizado com o porto em
plena carga.
A intervenção, explica Fracalossi, consiste na retirada de areia e
sedimentos do fundo do mar para aumentar sua profundidade. Ao final das
obras, a profundidade do canal de acesso ao porto - que hoje é de,
exatamente, 22,5 metros - passará a ser de 25,3 metros. Isso permitirá
que as manobras de entrada, saída e de giro dos navios sejam feitas de
forma ainda mais segura.
"Além das questões de segurança, a dragagem do Complexo Portuário de
Tubarão prepara o Espírito Santo para receber a nova geração de navios
graneleiros, com até 400 mil toneladas", afirma o gerente. A empresa
também espera manter, com esses investimentos, a exportação brasileira
de minério de ferro em nível competitivo.
O material retirado do leito do mar será depositado em um ponto
específico do oceano, distante 15 quilômetros da costa e fora das
regiões de trânsito de embarcações e de pesca. O local é parte da área
definida pelo Iema para receber descarte do material gerado nas
dragagens de demais portos da Região Metropolitana.
Nove propostas para sondas da Petrobras
Nove consórcios apresentaram ontem propostas para a licitação de até
quatro pacotes de sondas de perfuração da Petrobras, segundo fontes que
acompanham o processo. Anteontem, a empresa já havia recebido sete
propostas para outras duas sondas de seu programa de encomendas. Os
consórcios que compareceram ontem foram: Keppel Fels, Estaleiro
Atlântico Sul, Engevix, Eisa Alagoas, Jurong, Mauá/Andrade Gutierrez,
UTC/Odebrecht/OAS, STX e Alusa/Galvão. Os sete primeiros estão
participando também da outra concorrência. A Petrobras analisará
primeiro as propostas técnicas e deve abrir as propostas financeiras
apenas em meados de junho. Cada unidade tem custo estimado pelo mercado
em cerca de US$ 800 milhões. |
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