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BANDES: Uma história de inovação - Ricardo Teixeira Mendes - CDMEC - MecShow 2026

  • Foto do escritor: CDMEC
    CDMEC
  • há 1 dia
  • 4 min de leitura

Foi o Bandes quem fundou o CDMEC, em 1988. Na Ilha da Inovação, o gerente de negócios Ricardo Teixeira Mendes contou essa história e detalhou as linhas de crédito do banco para inovação.


BANDES na Ilha da Inovação do CDMEC / MecShow 2026.Palestrante: Ricardo Teixeira Mendes, gerente de negócios do Bandes.


O Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes) tem uma ligação direta com a origem do próprio CDMEC. Foi o Bandes quem fundou a entidade, em 1988, ao lado da Vale, da Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST, hoje ArcelorMittal), da Aracruz Celulose (hoje Suzano) e de outras 15 empresas. Na mesma iniciativa também nasceu o CETEMAG (Centro Tecnológico do Mármore e Granito). A história foi revelada por Carlos Henrique Veloso de Carvalho na Ilha da Inovação do CDMEC, durante a MecShow 2026, no debate que fechou a apresentação de Ricardo Teixeira Mendes, gerente de negócios do Bandes.


Se o CDMEC existe, é por causa do Bandes.”

Trinta e sete anos depois de ajudar a criar o CDMEC, o Bandes voltou à Ilha da Inovação para mostrar como apoia hoje a inovação capixaba: com linhas de crédito específicas para empresas que investem em tecnologia.


O que diferencia um banco de desenvolvimento

Ricardo explicou o papel do Bandes: reduzir a assimetria de informação entre empresários que precisam investir e as linhas de crédito disponíveis para isso. Diferente de um banco comercial, o Bandes não tem conta corrente, não emite cartão e não exige reciprocidade do cliente, ou seja, não vende seguro, consórcio ou capitalização junto com o crédito. Em compensação, oferece um bônus de pontualidade há mais de dez anos para quem paga o financiamento em dia, isenção de IOF em algumas linhas e atendimento personalizado por gerente de negócios, com oito profissionais que cobrem todos os municípios capixabas a partir de Vitória.

O banco trabalha com múltiplas fontes de recurso, caixa próprio, repasses do BNDES e da FINEP e recursos de fundos, e busca sempre a fonte mais adequada a cada demanda, em vez de oferecer um produto único de balcão. Além do crédito, o Bandes também atua em gestão de fundos, como o programa Reflorestar, e na modelagem de PPPs.


As linhas de crédito para inovação

Ricardo organizou as linhas de crédito para inovação em três níveis, do mais simples ao mais robusto:

•  Difusão Tecnológica 4.0 (BNDES Mais Inovação, em parceria com a FINEP): financia equipamentos já homologados pelo código FINAME do BNDES, como empilhadeiras elétricas, mesas de corte a laser e braços robóticos de solda. Taxa fixa definida no momento da contratação, carência de até 12 meses e prazo total de até 60 meses.

•  FINEP 4.0: linha para integradores homologados que oferecem soluções digitalizadas customizadas, com taxa de TR mais 6,6% ao ano.

•  Finep Inovacred Brasil Mais Produtivo (B+P): programa federal com consultoria do Senai, que diagnostica a demanda da empresa antes de formatar o investimento, com condições mais atrativas que as duas linhas anteriores.

•  Finep Inovacred tradicional: linha mais robusta, para projetos de desenvolvimento e inovação. Exige carta consulta prévia e, desde 2026, limita o financiamento a até 70% do valor para equipamento isolado e até 80% quando o projeto combina equipamento e obra, já que equipamento isolado deixou de ser considerado inovação para efeito dessa linha.

Segundo Ricardo, o Bandes já viabilizou cerca de R$ 180 milhões em financiamentos via FINEP nos últimos quatro a cinco anos.


Como o Bandes avalia o risco de projetos inéditos

Questionado sobre como o banco avalia financeiramente projetos de inovação sem histórico no mercado, a exemplo do próprio caso de Carlos Jardim Sena, que em 2017 buscou o Bandes para financiar o primeiro modelo de usina solar cooperada do estado e não encontrou uma linha pronta para isso, Ricardo explicou que o Bandes é regulado pelo Banco Central e precisa observar normativos prudenciais, por isso a solução para inovação nunca é um único instrumento. Crédito funciona melhor para empresas que já geram caixa e conseguem apresentar um projeto consistente, com cálculo de TIR e viabilidade; ideias em estágio inicial ou de risco não calculável tendem a se encaixar melhor em subvenção ou capital de risco, papel que cabe à FAPES e a fundos especializados.

Ricardo também comentou a posição do Espírito Santo em relação a outros estados: o Bandes e o Banestes fazem do ES um dos únicos estados brasileiros com dois bancos de desenvolvimento, ao lado de Minas Gerais, que tem o BDMG, e dos três estados do Sul, atendidos pelo BRDE. São Paulo e Rio de Janeiro contam apenas com agências de fomento, não com bancos. Ele destacou ainda que o Bandes atravessa ciclos históricos distintos, do apoio à cultura da pimenta-do-reino e da banana vitória e à irrigação do café, passando pelo crédito rural, até o foco atual em descarbonização e inovação, hoje prioridades do banco.


Quer conhecer de perto as linhas de crédito e os instrumentos de fomento à inovação no Espírito Santo? Associe-se ao CDMEC e acompanhe as discussões que estão moldando o futuro econômico do estado.


Apresentação e debate conduzidos por Carlos Henrique Veloso de Carvalho e Carlos Jardim Sena, presidente e diretor do CDMEC.



 
 

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