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WEG investe em baterias e carros elétricos no Brasil

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    CDMEC
  • há 2 dias
  • 4 min de leitura

Rogel Menegaz mostrou no CDMEC, na Ilha da Inovação, como a WEG está construindo fábrica de baterias, eletrificando frotas de ônibus e levando energia limpa a Fernando de Noronha.


WEG na Ilha da Inovação do CDMEC / MecShow 2026.Palestrante: Rogel Menegaz, representante comercial da WEG.


O CDMEC recebeu a WEG na Ilha da Inovação, palco de debates da entidade dentro da MEC SHOW 2026, no Pavilhão de Carapina, em Serra. Rogel Menegaz, da WEG, apresentou os projetos de armazenamento de energia e eletrificação que a empresa, que tem fábrica de motores e fios em Linhares/ES, está desenvolvendo pelo Brasil.

A conversa passou por dois projetos que já estão em operação, uma fábrica de baterias em construção e a história de uma empresa que nasceu em 1961 vendendo motor elétrico e hoje fatura mais da metade do que produz com produtos lançados nos últimos cinco anos.


Noronha Verde, a ilha que vai rodar 100% em energia limpa

Um dos casos mostrados foi o Noronha Verde, projeto que a WEG desenvolve com a Neoenergia para tornar Fernando de Noronha a primeira ilha oceânica habitada da América Latina a funcionar 100% com energia renovável. O plano prevê mais de 30 mil painéis solares, capacidade de 22 megawatts pico e um sistema de baterias (BESS) de 49 megawatt-hora, volume equivalente ao consumo de 9 mil residências no continente.

A primeira etapa já entregou uma usina fotovoltaica flutuante instalada sobre o Reservatório do Xaréu, com 622 quilowatts pico de potência. Segundo Rogel, todo o sistema roda em regime off-grid, ou seja, sem ligação com a rede elétrica continental, o que torna as baterias essenciais para manter o fornecimento contínuo na ilha.


Serra da Saudade, a menor cidade do Brasil com microrrede de baterias

Outro caso citado foi o projeto que a CEMIG instalou em Serra da Saudade, o menor município do Brasil, com cerca de 800 habitantes. A microrrede combina uma usina solar de 500 quilowatts pico com um banco de baterias de 2 megawatt-hora, capaz de manter a cidade com energia por até 48 horas em caso de falha na rede.

Rogel classificou o projeto como um case de sucesso, em operação há menos de um ano, e disse que a experiência já está madura o suficiente para ser replicada em outras cidades brasileiras.

“A gente já tem essa margem, essa bagagem, para conseguir implantar isso aqui no Brasil.”

Uma nova fábrica de baterias e o leilão de reserva de capacidade

A WEG está construindo uma nova fábrica para atender pedidos do leilão de reserva de capacidade do setor elétrico, com entregas programadas até 2028. Segundo Rogel, a produção nacional inclui o powertrain completo para eletrificação de pequenos caminhões e ônibus, com motor elétrico, bateria e inversor fabricados no Brasil, a partir de baterias de lítio ferro fosfato com vida útil estimada entre 15 e 20 anos.

A companhia também fornece sistemas de armazenamento para suprir demanda de eletrificação de frotas, caso da eletrificação de ônibus em São Paulo, onde a rede elétrica não tinha capacidade suficiente para atender os carregadores instalados. No passado, a WEG já teve parceria com a chinesa BYD para fabricar baterias voltadas a ônibus elétricos no Brasil, hoje limitada ao fornecimento de carregadores. Na parte de carregadores veiculares, a WEG atende 100% da marca Volvo.


Da fábrica de motor elétrico à gestão de recarga de veículos

Fundada em 1961, em Jaraguá do Sul, Santa Catarina, pelos sócios Werner Ricardo Voigt, Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus, a WEG cresceu bem além dos motores elétricos que deram origem à empresa. Hoje soma fábricas em mais de 18 países, incluindo Argentina, Estados Unidos, México e África do Sul, além de uma unidade em Linhares, no Espírito Santo, dedicada a motores comerciais.

Nos últimos anos a companhia comprou a Geremia Redutores, fabricante de redutores e motorredutores, e mais recentemente adquiriu o controle da Tupi Mob, startup de software para gestão de redes de recarga de veículos elétricos, hoje usada em pontos públicos de carregamento e garagens de empresas de transporte. Rogel destacou ainda que 54% do faturamento atual da WEG vem de produtos lançados nos últimos cinco anos, e que a empresa também avançou para áreas como câmeras de segurança e automação residencial.

“A WEG está onde está por ter esse leque. Ela nunca para no tempo, está sempre se inovando.”

O desafio da geração distribuída, na visão de WEG e Fortlev

O debate se encerrou com Felipe Ferraz, da Fortlev Solar, que apresentou na Ilha da Inovação logo depois de Rogel. Os dois concordaram que a Lei 14.300 reduziu a atratividade de novos projetos de geração distribuída de médio porte, empurrando o mercado para autoprodução no mercado livre de energia e para sistemas híbridos com baterias. Rogel citou o exemplo da África do Sul, onde apagões programados aceleraram a adoção de sistemas de armazenamento anos antes da tendência chegar ao Brasil.


O artigo completo com a apresentação de Felipe Ferraz sobre o lastro solar da Fortlev e os desafios da geração distribuída no Espírito Santo já está publicado no blog do CDMEC.

Assista à apresentação completa no canal do CDMEC no YouTube. Quer aproximar sua empresa da agenda de inovação da indústria capixaba? Associe-se ao CDMEC.


Apresentação e debate conduzidos por Carlos Henrique Veloso de Carvalho e Carlos Jardim Sena, presidente e diretor do CDMEC.



 
 

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