Ecovias Capixaba: R$ 700 milhões em obras na BR-101 - Roberto Amorim Jr.
No balanço do primeiro ano do contrato modernizado, a Ecovias Capixaba mostrou 23 km de duplicação entregues, as próximas obras na BR-101 e as oportunidades para fornecedores capixabas.
ECOVIAS CAPIXABA no 3º Encontro Empresarial do CDMEC.Palestrante: Roberto Amorim Jr., diretor-superintendente da Ecovias Capixaba.
A Ecovias Capixaba fechou em agosto o primeiro ano do novo contrato de concessão da BR-101 no Espírito Santo. O balanço foi apresentado por Roberto Amorim Jr., diretor-superintendente da concessionária, no 3º Encontro Empresarial do CDMEC, no Vitória Grand Hall, em tom de prestação de contas e com um convite direto às empresas capixabas para se cadastrarem como fornecedoras.
Por que agora as obras andam
Roberto lembrou a história do contrato. Em 2022, depois de cerca de dez anos sem cumprir o previsto, a antiga Eco101 aderiu ao processo de devolução amigável, assim como outras concessões do país. Após negociação com o Governo do Estado, o TCU e o Ministério dos Transportes, um novo leilão foi realizado em 2025. Sem interessados, a mesma empresa seguiu na operação, agora com um contrato modernizado da ANTT, em vigor desde agosto de 2025.
A diferença, segundo ele, está na matriz de risco. No contrato antigo, a concessionária tinha 12 meses para duplicar um trecho que atingisse determinado volume de tráfego, com ou sem licença ambiental. No novo, o que já tem licenciamento e projeto executivo aprovado precisa ser feito nos três primeiros anos, com acompanhamento trimestral do TCU.
O balanço do primeiro ano
• 23 km de duplicação entregues, um a mais que a meta, com R$ 310 milhões investidos;
• redução de cerca de 16% nos acidentes e de quase 10% nos óbitos no trecho concedido;
• câmeras com inteligência artificial que apoiam a PRF na fiscalização do uso do cinto e do celular ao volante;
• R$ 2,5 milhões em projetos sociais em 15 municípios, com mais de 65 mil atendimentos;
• certificação ISO 55001, de gestão de ativos, somada às normas 9001, 14001 e 39001.
Roberto contou que outra lição dos últimos anos foi a comunicação. Hoje nenhuma obra começa sem apresentação às prefeituras, e a van itinerante Ecovias na Estrada leva os projetos direto às comunidades. Segundo ele, mais de 90% dos contatos recebidos são sugestões, e não reclamações.
As obras até 2028
Pelo cronograma, a Ecovias precisa entregar 25 km de duplicação até agosto de 2027 e 37 km até agosto de 2028. As obras já estão contratadas: a Barbosa Mello no norte e a Ápia no sul. Entre elas:
• duplicação entre João Neiva e Ibiraçu, 10 km, com R$ 230 milhões e 1.600 empregos diretos e indiretos;
• contorno de Ibiraçu, 4 km, com R$ 125 milhões e 900 empregos;
• contorno de Fundão, com R$ 250 milhões e 1.700 empregos;
• duplicação entre Fundão e Serra, 15 km, com R$ 201 milhões e 1.400 empregos;
• duplicação entre Anchieta e Iconha, com R$ 190 milhões e 1.300 empregos.
No total, são cerca de R$ 700 milhões em obras e 5 mil empregos diretos e indiretos no período. No norte, a duplicação além de Linhares foi convertida em 41 km de terceiras faixas, por causa das restrições ambientais na Reserva de Sooretama, onde a concessionária registra cerca de 450 atropelamentos de animais por ano. Ali começa um projeto de monitoramento de antas e queixadas, espécies que ajudam a regenerar a floresta.
Oportunidades para fornecedores
Roberto apresentou a lista de contratações previstas e pediu que as empresas interessadas façam cadastro. Entre elas estão iluminação em trechos urbanos, faixas adicionais no norte, um novo posto da PRF em Guarapari e a ampliação do monitoramento por câmeras, de 20 para no mínimo 200 equipamentos, cobrindo 70% dos 478 km.
O novo contrato prevê ainda dois pontos de parada para caminhoneiros, em Linhares e Atílio Vivácqua, com 80 a 90 vagas, refeitório, área de higiene e academia, e a pesagem em movimento, que dispensa a entrada dos caminhões na balança. A cobertura 4G em todo o trecho está em negociação com a ANTT para o primeiro semestre de 2027.
Fundão, Ibiraçu e Linhares
Carlos Jardim Sena, diretor do CDMEC, perguntou sobre os gargalos no norte da BR-101. Roberto confirmou que Fundão, Ibiraçu e Linhares concentram as maiores retenções, com filas de até 10 km em Fundão. Os contornos de Fundão e Ibiraçu devem resolver o problema em cerca de dois anos. Para Fundão, a Ecovias estuda antecipar uma rotatória e fechar o semáforo de acesso a Santa Teresa, com solução prevista em 60 a 90 dias. O contorno de Linhares, com 32 km e uma nova ponte sobre o Rio Doce, tem previsão para 2033, e melhorias urbanas estão sendo projetadas com a prefeitura.
“Desenvolvimento, meio ambiente, a questão social, a gente entende que não tem mais espaço para não andar junto.”
Assista à apresentação completa no canal do CDMEC no YouTube. Sua empresa quer fornecer para as obras da BR-101? Associe-se ao CDMEC e acompanhe os próximos Encontros Empresariais.
Encontro conduzido por Carlos Henrique Veloso de Carvalho e Carlos Jardim Sena, presidente e diretor do CDMEC.








