Marca Ambiental: do lixão de Vitória ao biometano - Diogo Ribeiro - CDMEC - 4º Encontro Empresarial
O diretor de Energias Renováveis da Marca Ambiental contou como a empresa criada para acabar com o lixão de Vitória passou a gerar energia e biometano a partir do aterro de Cariacica.
MARCA AMBIENTAL no 4º Encontro Empresarial do CDMEC.
Palestrante: Diogo Ribeiro, diretor de Energias Renováveis da Marca Ambiental.
A Marca Ambiental nasceu em 1995 com uma missão: acabar com o lixão de Vitória, que era despejado no mangue. Trinta e um anos depois, a empresa familiar capixaba transforma o gás do aterro sanitário de Cariacica em energia elétrica e, agora, em biometano. A história foi contada por Diogo Ribeiro, diretor de Energias Renováveis da Marca Ambiental, no 4º Encontro Empresarial do CDMEC, no Vitória Grand Hall.
Um DNA inovador desde o início
Diogo lembrou que, há 31 anos, jogar lixo no chão era comum, e que a própria operação de um aterro já era uma inovação. No início, todo o lixo doméstico chegava misturado. Com o tempo, a Marca passou a tratar separadamente resíduos hospitalares e industriais, desenvolvendo as soluções dentro de casa, numa época com poucas normas e pouca tecnologia disponível.
Para ganhar velocidade, a empresa criou o Parque de Ecoindústrias, que acolhe empresas de soluções em gerenciamento de resíduos. Hoje são 14 empresas, cada uma com seu CNPJ, dedicadas a atividades como reciclagem de vidro, pneus, óleo de fritura e composto orgânico.
Do biogás à energia e ao biometano
A entrada no setor de energia começou como projeto de inovação. O biogás e o chorume, subprodutos do aterro, eram dois problemas. O biogás passou a alimentar, desde 2020, uma termelétrica de 5 MW que opera 24 horas por dia, a maior geração distribuída do Espírito Santo. Como a geração distribuída limita a produção a 5 MW e o aterro produz mais gás do que isso, o excedente está virando biometano, em parceria com a ES Gás.
A obra da usina de biometano já foi concluída e aguarda a licença da ANP para entrar em operação. Diogo contou que os recursos para essa etapa vieram do segundo edital ESG do Fundo Soberano do Espírito Santo, e que a ampliação da usina já está na fila de novos projetos.
Do Espírito Santo para o Brasil
Nascida em Cariacica, a Marca já atua em cinco estados, levando o modelo de encerramento de lixões, desenvolvimento de soluções e geração de energia. O trabalho socioambiental é parte central desse processo. Em Itabuna, na Bahia, a empresa encontrou um dos piores lixões que Diogo já viu e, com a assistência social do município, cadastrou as famílias que viviam do lixo, muitas sem documentos, e ajudou a recolocá-las no mercado formal, na coleta seletiva.
“Quando você fala de encerramento de lixão, você fala de famílias que vivem disso.”
Oportunidades para fornecedores
Questionado por Carlos Henrique Veloso de Carvalho, presidente do CDMEC, sobre oportunidades de negócio, Diogo contou que várias associadas presentes já prestam serviço para a Marca e que há uma fila de projetos, entre eles novos projetos de biometano no Espírito Santo, que vão demandar metalmecânica e fornecedores de soluções técnicas. Ele também destacou que há recursos disponíveis para inovação, mas que o acesso é difícil e exige apoio para destravar os projetos, sobretudo com a taxa de juros atual.
Assista à apresentação completa no canal do CDMEC no YouTube e leia no blog o artigo geral do encontro e a apresentação da ES Gás. Quer participar dos próximos Encontros Empresariais? Associe-se ao CDMEC.
Encontro conduzido por Evento conduzido pela diretoria e conselho do CDMEC.









