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Minério a R$ 0,51 o quilo: o Espírito Santo precisa transformar mais.

há 12 horas
3 min de leitura
Vista aérea da orla de Camburi, em Vitória (ES), com a praia, a avenida e, ao fundo, as chaminés e estruturas da ArcelorMittal Tubarão.

Quando passamos pela praia de Camburi, em Vitória, vemos ao fundo navios encostados no Porto de Tubarão, todos os dias, 24 horas por dia, recebendo o nosso minério de ferro que vem das Minas Gerais. E anualmente lá se vão mais de 80 milhões de toneladas de minério de ferro, ao preço de US$ 97 por tonelada, ou seja, podemos falar R$ 0,51 centavos o Kg.


Se olharmos no varejo, e temos por aqui a Cedisa, RDG ou Diaço, encontramos as chapas de aço carbono comum, produzidas na nossa ArcelorMittal Tubarão sendo vendidas em média a R$ 8,00 o Kg.


Um carro popular, por exemplo o Fiat Mobi, custa R$ 72.490,00 como preço sugerido da fábrica, pesando 955 kg em sua versão mais simples, se fosse vendido por kg, pensaríamos que o carro popular custa R$ 75,90 o kilo.


E se tiver mais tecnologia, como Haval H6 GT Flex, o preço do carro sobe para R$ 326.000,00 e o peso também é maior, 2.045 Kg, chegando a R$ 159,41 o Kg. Carros esportivos, como o Porsche 911 Turbo S são encontrados no mercado por R$ 2,1 milhões e então falaríamos em R$ 1.280,49 cada Kg dessa máquina.


Em termos proporcionais, um carro popular custa metade do preço de um de alta tecnologia, sendo que um esportivo custaria quase 20 vezes mais, quando olhamos o preço do Kg.


E se falarmos de produtos de ainda mais tecnologia?


O iPhone 18 Pro, a última geração, sai por nada menos que R$ 11.999,00 no site oficial da Apple no Brasil, pesando 211 gramas, ou seja, cerca de R$ 56.867,29 cada Kg de iPhone.


O Espírito Santo vive um momento único em sua história, um novo ciclo de investimentos que começa a revolucionar sua infraestrutura, agregam valor e mudam o perfil da cadeia produtiva.


Mais valor agregado são os investimentos da Samarco na volta das usinas 1 e 2 e retomada da sua capacidade total e a Vale produzindo por aqui mais de 20 milhões de toneladas de pelotas anualmente, com potencial de aumentar significativamente esse valor com o ramp-up do briquete.


Mas nada se compara ao LTF da ArcelorMittal, projeto que vai revolucionar a indústria de base no Espírito Santo, trazendo matéria prima para várias indústrias, como o setor automotivo, eletrodomésticos da linha branca, produtos especiais para a construção civil, até mesmo embalagens e outras aplicações.


A GWM avança em ritmo chinês para construir sua fábrica em Aracruz, ao lado do Porto Imetame, que faz parte do Parque Log, um grande complexo logístico que vem sendo desenvolvido pelo Governo do Estado para aumentar a infraestrutura logística e propiciar os recursos necessários para o desenvolvimento desses projetos.


Se olharmos para o horizonte até 2029, temos hoje mapeados pelo IJSN – Instituto Jones dos Santos Neves, R$ 137,6 bilhões de investimentos para o Espírito Santo em 1.290 projetos.


Precisamos transformar mais e agregar mais tecnologia ao que é produzido no Espírito Santo, a melhoria dos empregos, das condições de vida, o desenvolvimento de fato, só acontece com a indústria transformando mais e transformando melhor e os projetos que estão saindo do papel por aqui têm a capacidade de transformar a realidade.


Precisamos estar preparados para viver essa nova onda de investimentos, antever as demandas, entender o que o mercado vai precisar e ajustar a capacidade produtiva para aproveitar as oportunidades da melhor forma.


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