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CDMEC leva pauta do descomissionamento a Renato Casagrande na Mec Show

Podcast Energize-se | Todo o conteúdo deste artigo foi extraído da entrevista. | O link para a gravação integral da entrevista no Youtube está no final desse artigo.

Condução: Carlos Henrique Veloso de Carvalho e Carlos Jardim Sena, Presidente e Diretor do CDMEC.

Em edição especial gravada direto da Mec Show, o Energize-se recebeu o ex-governador do Espírito Santo e candidato ao Senado Renato Casagrande. A conversa, conduzida por Carlos Henrique Veloso de Carvalho e Carlos Jardim Sena, reuniu dois temas centrais para a indústria capixaba: o futuro do descomissionamento de plataformas de petróleo e o fortalecimento da inovação no Estado.

Casagrande destacou a relação de mais de 40 anos entre o CDMEC e sua trajetória política, desde os mandatos como deputado estadual e federal até o governo do Estado.

“É só circular pela Mec Show para ver o desenvolvimento deste setor, vinculado a todas as áreas: petróleo, gás, metalurgia, siderurgia, mineração. Como é bom a gente poder estar com vocês hoje e ver como o setor cresceu nesses últimos anos”, afirmou.

Uma proposta para proteger a receita do descomissionamento

O CDMEC apresentou ao candidato uma proposta concreta para a área de óleo e gás. Com a queda projetada na receita de royalties de petróleo, resultado da baixa perfuração de novos poços no Estado, o descomissionamento de plataformas surge como uma alternativa de receita e geração de emprego.

O problema, explicou o CDMEC durante a entrevista, é que hoje um navio estrangeiro pode aportar ao lado de uma plataforma no Brasil, rebocá-la e realizar o descomissionamento em alto mar, sem que o país receba qualquer tributação, emprego ou renda por isso.

A proposta da entidade é uma alteração na legislação federal de cabotagem, para proibir que navios estrangeiros aportem, rebocem e levem embora plataformas brasileiras para descomissionamento fora do país. O modelo tem como referência os Estados Unidos, onde esse tipo de prática já é proibido.

“E aqui a gente fica a ver navios, sem receber nem um centavo de tributação, sem gerar emprego e renda”, resumiu Carlos Henrique.

 

Casagrande recebeu a proposta e afirmou acompanhar de perto o tema. O ex-governador mencionou o Porto Nova Holanda, na Baía de Vitória, e o Porto Central, em Presidente Kennedy, como estruturas capixabas com potencial para oferecer esse serviço.

“Nós temos áreas aqui no Espírito Santo em condições de ofertar esse serviço. Vamos lutar para que isso seja feito no Brasil, e se for feito no Brasil, que seja no Estado do Espírito Santo”, declarou.

Espírito Santo como referência em inovação

A segunda parte da conversa tratou da ambição do CDMEC de transformar o Espírito Santo em um polo de inovação e tecnologia no país. A entidade defendeu o fomento à criação de startups, o fortalecimento da pesquisa aplicada na academia e uma proposta de legislação federal que direcione recursos de programas de Pesquisa e Desenvolvimento de concessionárias de energia e petrolíferas, proporcionalmente à receita gerada em cada estado, para investimento dentro do próprio Estado.

Casagrande respondeu citando avanços já em curso no governo do Estado, como a criação do fundo soberano, que tem entre suas funções o apoio a startups por meio de programas ligados à Secretaria de Ciência e Tecnologia.

“Tudo aquilo que vocês estão desejando também é um desejo nosso no governo do Estado. A gente avançou muito nos últimos anos, e eu sempre tive identidade com essa área”, disse.

O CDMEC citou ainda reuniões recentes com o secretário de Desenvolvimento, Rogério Salume, e com o secretário de Ciência e Tecnologia, Jales Cardoso Jr., para tratar da governança do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento, além da entrevista concedida ao Energize-se por Marcel Malczewski, gestor da primeira fase do fundo soberano, de 250 milhões de reais, voltada às startups.

Um convite para o próximo mandato

Ao encerrar a conversa, Casagrande reforçou o convite para que o CDMEC continue levando suas pautas ao Congresso Nacional, caso seja eleito senador pelo Espírito Santo.

“Se eu tiver a oportunidade, vocês vão ter um senador em Brasília para poder discutir essa pauta, e vocês vão ter um gabinete à disposição de vocês”, afirmou.

A entrevista reforça o papel do CDMEC como interlocutor direto entre a indústria metalmecânica capixaba e as lideranças políticas do Estado, levando propostas concretas para dois temas que vão definir o futuro econômico do Espírito Santo: a nova fronteira do descomissionamento e a consolidação de um ambiente de inovação.


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