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Cidade da Inovação: o novo hub tecnológico do ES - Lucas Poubel e Rodolfo Rangel - Energize-se! #052

há 16 horas
4 min de leitura

No episódio 52 do Energize-se, os coordenadores da Cidade da Inovação do Ifes contam como o parque tecnológico de Jardim da Penha, em Vitória, vai sair do papel.


Podcast Energize-se | Todo o conteúdo deste artigo foi extraído da entrevista. | O link para a gravação integral da entrevista no Youtube está no final desse artigo.

Condução: Carlos Henrique Veloso de Carvalho e Carlos Jardim Sena, Presidente e Vice-presidente do CDMEC.


A Cidade da Inovação, o parque tecnológico do Ifes nos antigos galpões de café de Jardim da Penha, em Vitória, é um projeto antigo que agora tem recurso, equipe e método para acontecer. No episódio 52 do Energize-se, Lucas Poubel Timm do Carmo, diretor da Agência de Inovação do Ifes (Agifes) e coordenador geral da Cidade da Inovação, e Rodolfo da Cruz Rangel, coordenador adjunto, explicaram o que mudou e o que vem pela frente.

“Eu falo que a gente tem que virar o jogo lá na Cidade da Inovação.”

O que mudou agora

Carlos Henrique lembrou que o assunto é antigo e perguntou o que torna este momento uma virada. Segundo Lucas, dois entraves foram superados: a questão do terreno, cortado por duas ruas da Prefeitura de Vitória, e a aprovação do recurso da Finep, em que a proposta capixaba ficou em primeiro lugar no país e que já está sob a gestão da equipe. A Cidade da Inovação também passou a fazer parte da estrutura da Agifes, com uma equipe dedicada.

Com o recurso, o Ifes contratou uma operação assistida de quatro anos da Fundação CERTI, de Santa Catarina, uma das entidades com mais experiência em parques tecnológicos no Brasil, para transferir todo o know-how de governança, captação e operação. Segundo Lucas, são quase R$ 15 milhões para essa operação, 15 módulos com laboratórios e a contratação de dois profissionais dedicados ao parque, nas áreas de metalurgia, transformação digital, saúde, economia verde e economia azul.

Carlos Henrique observou que, num espaço de 25 mil metros quadrados, esse recurso mal dá para começar a conversa. Lucas concordou: os 15 módulos ocupam menos de um quarto dos galpões e são um MVP do parque. O próximo passo é captar mais recursos e fechar parcerias com a indústria.


Um parque pensado como negócio

Questionado por Sena sobre como tornar a Cidade da Inovação sustentável, Lucas explicou que a principal receita de um parque tecnológico não é o aluguel, mas os projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) e a prestação de serviços. Para isso, haverá um escritório de projetos com pesquisadores do Ifes, capaz de combinar editais da FAPES e da Finep com a Lei do Bem, a Lei de Informática, a ANEEL e a Embrapii.

Sena lembrou que a indústria tem um timing próprio e sugeriu profissionais dedicados exclusivamente ao escritório, inclusive aposentados contratados como consultores, possibilidade que, segundo Lucas, já está prevista na política de inovação do Ifes.


Hub de conexão, ao lado do InovaSerra

Carlos Henrique, que já havia recebido o professor Francisco Rapchan no Energize-se, perguntou o que a Cidade da Inovação vai aproveitar do InovaSerra. A resposta foi a governança, mas as vocações são complementares: o InovaSerra vai receber as sedes das empresas e liderar o ecossistema da Serra, enquanto a Cidade da Inovação será um hub de conexão, com laboratórios para provas de conceito e protótipos e ambição nacional.

Para Carlos Henrique, a Cidade da Inovação tem tudo para ser o maior e o melhor polo de inovação do Brasil, por estar em frente à Ufes, ao lado do aeroporto e num bairro com grande concentração de estudantes. Rodolfo, conhecido internamente como o Incubador Geral da República, contou que a incubadora do Ifes funciona em rede desde 2016, em 17 campi, com 77 empreendimentos incubados e certificação Cerne, da Anprotec. A ideia é que o parque aglutine as 26 unidades do Ifes.


Ponte com a indústria

Carlos Henrique lembrou que identificar as demandas da indústria é uma das principais finalidades do CDMEC e perguntou como fazer isso na prática. Para Lucas, a parceria com entidades como o CDMEC é estratégica, porque elas conhecem melhor as dores da indústria do que a academia. Sena sugeriu que o escritório de projetos adapte a metodologia do PDF, o Programa de Desenvolvimento de Fornecedores, e Rodolfo defendeu os desafios de inovação para levar problemas do chão de fábrica a pesquisadores e alunos.

A internacionalização está no radar, ainda sem parceria estruturada. A Agifes conta com a ex-diretora da agência de inovação da Unicamp, e Rodolfo, que fez doutorado em Newcastle, na Inglaterra, trouxe essa experiência para o projeto.


Recado aos jovens: falta gente

Ao lembrar que o episódio 52 marca um ano do Energize-se, Carlos Henrique pediu um recado para os jovens com ideias na cabeça. Lucas contou que o analista da Finep se entusiasmou com a participação de alunos do ensino médio técnico no projeto, porque a maior dificuldade das empresas é encontrar profissionais.

“Talvez seja uma das principais dores que a indústria tem hoje. Não é tecnologia, é gente.”

Sena completou que um técnico especializado muitas vezes ganha mais do que um engenheiro.


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Energize-se é um podcast de iniciativa do CDMEC e da FCEL.

 
 

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