STEM Racing: o time capixaba que projeta um carro de F1
O CDMEC se junta à FINDES e ao SESI para dar visibilidade ao Fire Bird Racing e ajudar o time a conquistar um patrocinador.
Um grupo de estudantes capixabas está projetando, simulando e fabricando um carro de Fórmula 1 em miniatura, movido a cilindro de CO₂, usando os mesmos softwares de engenharia empregados pela indústria automotiva. É o Fire Bird Racing, equipe da Rede SESI que compete na STEM Racing, e que agora busca um patrocinador para representar o Espírito Santo na temporada internacional de 2027.
O CDMEC decidiu dar visibilidade ao projeto e se junta à FINDES e ao SESI nesse apoio, conectando o time à sua rede de empresas associadas e mantenedoras.
O que é a STEM Racing
A STEM Racing é um programa educacional endossado pela Fórmula 1 que introduz estudantes de 9 a 19 anos às áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, por meio do desenvolvimento de um carro de Fórmula 1 em miniatura. Desenvolvido com apoio de engenheiros e educadores, o programa une teoria e prática em uma experiência de aprendizagem real.
Organizados em equipes de 3 a 6 integrantes, os alunos projetam, fabricam e competem com seus carros, além de desenvolver portfólios de engenharia, design e marketing, realizar apresentações técnicas e aplicar conceitos de gestão de projetos. Ao final, competem com equipes de todo o mundo em busca do título de campeões mundiais.
O Espírito Santo já mostrou que tem talento para essa disciplina: a Gear One, equipe do SESI Civit, é vice-campeã nacional, detém o título de carro mais rápido do Brasil e figura entre os cinco carros mais rápidos do mundo. É essa mesma equipe que vem apoiando tecnicamente o Fire Bird Racing.
A engenharia por trás do carrinho
O que parece um brinquedo é, na prática, um exercício completo de engenharia. A equipe usa o Autodesk Fusion 360 para a modelagem 3D paramétrica e os testes estruturais do protótipo, e recorre a softwares de CFD (Computational Fluid Dynamics), como o Autodesk CFD e o Ansys, para simular o comportamento do ar ao redor do carro em túneis de vento digitais.
Os aerofólios seguem perfis NACA, o mesmo tipo de perfil aerodinâmico desenvolvido pela National Advisory Committee for Aeronautics, hoje parte da NASA, e usado em aviões, foguetes e carros de Fórmula 1. Conceitos de física clássica, como o Efeito Coanda, o Princípio de Bernoulli e a Segunda e a Terceira Leis de Newton, orientam decisões de design que vão do formato da carroceria ao posicionamento do centro de gravidade.
Depois de modelado, o carro é usinado em uma máquina CNC a partir de um bloco de poliuretano, com peças complementares, como rodas, calotas, eixos e aerofólios, produzidas em impressão 3D. O resultado final pesa entre 15 e 17 gramas. Diante de dificuldades técnicas com os softwares de simulação, a equipe chegou a construir seu próprio túnel de vento, com placas de acrílico e fumaça de gelo seco, para visualizar o escoamento do ar sobre o protótipo.
CDMEC, FINDES e SESI pela mesma causa
A STEM Racing já é uma iniciativa da Rede SESI, com apoio institucional da FINDES. O CDMEC entra nessa rede para ampliar o alcance do projeto, usando seus canais de comunicação e sua base de associados e mantenedores para conectar o Fire Bird Racing a empresas capixabas interessadas em investir em educação, inovação e formação de talentos.
Para 2027, o time já tem presença confirmada na STEM Racing México, uma competição internacional que vai exigir recursos para uniformes, deslocamento e desenvolvimento do protótipo. Empresas que patrocinam a equipe recebem uma declaração da Rede SESI FINDES reconhecendo o apoio ao projeto, o que, dependendo da legislação aplicável, pode contribuir para incentivos fiscais, além de associar a marca a valores como inovação, tecnologia e formação da próxima geração de engenheiros.

Empresas interessadas em apoiar o Fire Bird Racing podem entrar em contato pelo CDMEC. Assista ao vídeo da equipe no Instagram do CDMEC e conheça de perto o projeto.










