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MEC SHOW 2026: os anúncios da cerimônia de abertura

  • Foto do escritor: CDMEC
    CDMEC
  • há 2 dias
  • 7 min de leitura

A 19ª MEC SHOW confirmou o que cada edição vem mostrando: a feira cresce, ganha relevância e chega a 2026 consolidada como a principal vitrine industrial do Espírito Santo. Foram 330 marcas expositoras, 20 mil metros quadrados de área e mais de 20 mil profissionais no Pavilhão de Carapina, em Serra. Criada pelo CDMEC em parceria com o SINDIFER, a feira teve suas palestras abertas justamente pelas duas entidades promotoras, seguidas pelas grandes empresas âncora da indústria capixaba e pelos apoiadores que sustentam o evento desde a primeira edição: FINDES e SEBRAE.


O tom da cerimônia foi de otimismo. Os discursos convergiram para a mesma leitura: o Espírito Santo tem condições de ampliar sua relevância no Brasil e no mundo, e não apenas como principal beneficiador e exportador de minério de ferro do país, posição sustentada por Vale e Samarco, ambas no palco. O estado abriga também a maior siderúrgica do mundo fora da China, a ArcelorMittal, e uma cadeia de petróleo e gás em plena expansão, com Petrobras, PRIO e BW Energy presentes na abertura.


No centro dessa articulação está o CDMEC. Além de ter criado a MEC SHOW ao lado do SINDIFER, o Centro anunciou na abertura a criação da ABDS — Associação Brasileira de Descomissionamento Sustentável — e convidou o setor para a primeira edição do CITES, o Circuito de Inovação e Tecnologia do Espírito Santo, marcado para 4 de novembro, em Aracruz.

Cada fala trouxe um anúncio. O SINDIFER celebrou 55 anos representando 3.800 empresas capixabas. A Vale comemorou os 60 anos da Unidade Tubarão e revelou quanto comprou de fornecedores locais apenas no primeiro semestre. A PRIO anunciou o início da produção de um campo 100% capixaba, com investimento bilionário. A Samarco detalhou em que ponto está a retomada da produção. A ArcelorMittal reforçou a expectativa em torno do laminador de tiras a frio. A Petrobras falou em convergência e integração da cadeia produtiva. O SEBRAE fez o alerta mais duro da tarde sobre produtividade, e a FINDES lembrou que o Espírito Santo é o estado mais industrializado do Brasil. Ainda houve espaço para o plano ES 500 Anos, apresentado pelo Espírito Santo em Ação, para os projetos socioambientais da BW Energy e para a entrega simbólica que tornou a feira um evento carbono neutro.


A gravação integral da cerimônia abre a série de 14 vídeos que o CDMEC publica a partir de agora, com todas as apresentações e debates realizados na Ilha da Inovação, o espaço do CDMEC dentro da MEC SHOW. Veja, a seguir, o que cada um anunciou.


SINDIFER completa 55 anos e abre a 19ª MEC SHOW

Luiz Alberto de Souza Carvalho, presidente do SINDIFER, entidade promotora da feira, abriu os pronunciamentos lembrando que participou da primeira edição da MEC SHOW, há 19 anos, ao lado do SEBRAE, do governo do estado e da FINDES.

O sindicato representa hoje mais de 3.800 empresas, responsáveis por mais de 53 mil empregos diretos em 74 municípios capixabas. Luiz Alberto destacou a transversalidade do setor metalmecânico, presente desde a marcenaria até os fornos da panificação, e citou o novo ciclo de investimentos do estado: a retomada da Samarco, o laminador de tiras a frio da ArcelorMittal, o porto da Imetame em construção e a chegada da GWM a Aracruz.

“O MEC SHOW é mais que uma feira de negócios. É um espaço de conexões, inovação, conhecimento e oportunidade.”

CDMEC anuncia a ABDS e convida para o 1º CITES em Aracruz

Carlos Henrique Veloso, presidente do CDMEC, fez o anúncio de maior repercussão da abertura: assim como a MEC SHOW nasceu dentro do CDMEC, está nascendo agora a ABDS — Associação Brasileira de Descomissionamento Sustentável —, iniciativa para a qual o CDMEC solicitou apoio do governo do estado, da FINDES e do setor produtivo.

O presidente defendeu a construção do Porto Novo Holanda, na Baía de Vitória, como o primeiro porto de descomissionamento do Espírito Santo, e explicou a proposta que o CDMEC apresentou ao ex-governador Renato Casagrande e aos candidatos ao Senado: alterar a legislação federal de cabotagem para impedir o descomissionamento em alto-mar por grandes navios de outros países.

“Para evitar que o Espírito Santo e os demais estados brasileiros fiquem literalmente a ver navios, sem receber qualquer receita dessas operações de descomissionamento em alto-mar.”

Carlos Henrique também convidou o público para o 3º Encontro Empresarial do CDMEC, com Paulo Baraona (FINDES) e Roberto Amorim (Ecovias) debatendo a infraestrutura capixaba, e para a primeira edição do CITES — Circuito de Inovação e Tecnologia do Espírito Santo —, marcada para 4 de novembro, em Aracruz, com um dia inteiro de palestras e debates sobre o ParkLog, o novo eixo de desenvolvimento do estado. O CITES será um evento semestral, sempre em cidades do interior.

Ele lembrou ainda que o CDMEC foi criado em 1988 pelo BANDES junto a grandes indústrias como Vale, CST e Aracruz Celulose, deu origem ao PDF — Programa de Desenvolvimento de Fornecedores — e atua hoje como ICT, Instituto de Ciência e Tecnologia, em articulação com a Secretaria de Desenvolvimento, comandada por Rogério Salume, a Secretaria de Ciência e Tecnologia, a UFES, o IFES, a FAPES e o CPID.


MEC SHOW 2026 em números: 330 marcas e 20 mil m²

Marcos Milanesi, diretor da Milanesi & Milanesi, realizadora do evento, apresentou os números da edição: 20 mil metros quadrados de área expositiva, mais de 330 marcas expositoras, participação internacional de expositores dos Estados Unidos e da Argentina, e expectativa de mais de 20 mil profissionais da indústria, com compradores credenciados de 21 estados brasileiros.

Entre as novidades, a primeira edição do Hack27, maratona de inovação realizada em parceria com a Base27 para resolver desafios reais da indústria, as rodadas de negócios com o SEBRAE e visitas técnicas à ArcelorMittal, à Vale e à Samarco. A expectativa anunciada na abertura era movimentar mais de R$ 250 milhões — número superado ao final da feira, que fechou em R$ 300 milhões.


SEBRAE e FINDES: produtividade e competitividade da indústria

Eurípedes Pedrinha, diretor técnico do SEBRAE Espírito Santo, lembrou que a instituição é signatária da feira desde a primeira edição e alertou para o desafio da produtividade nas pequenas e médias empresas fornecedoras.


“Uma corrente é tão forte quanto o seu elo mais fraco. De nada adianta todos esses elos fortes, com todos esses bilhões, se sustentarem em uma corrente que não tem força.”

Paulo Baraona, presidente da FINDES, destacou que o Espírito Santo é o estado mais industrializado do Brasil, com um parque diversificado que vai da metalmecânica a fábricas de chocolate e café. Citou o papel do SENAI na qualificação de mão de obra e a atuação da federação para viabilizar a instalação da GWM nos prazos previstos.

“Um país sem uma indústria forte é um país dependente. Precisamos vender matéria-prima com valor agregado, não commodities.”

Vale, PRIO, Samarco, ArcelorMittal e Petrobras: os investimentos no ES

Fabiano Burns, diretor de pelotização e briquetes da Vale, celebrou os 60 anos da unidade de Tubarão e informou que, somente no primeiro semestre de 2026, investiu R$ 3,6 bilhões em compras no Espírito Santo, sendo R$ 1,7 bilhão em fornecedores locais.

Emiliano Fernandes, diretor jurídico institucional da PRIO, anunciou o início da produção do campo de Wahoo, investimento de R$ 4,4 bilhões que já produz 40 mil barris de petróleo por dia. Segundo ele, o campo é 100% capixaba, deve gerar R$ 4 bilhões em royalties ao longo da vida útil e já movimentou R$ 860 milhões com empresas do Espírito Santo.


Alysson Werneck, gerente geral de operações da Samarco, apresentou o estágio da retomada: a produção voltou em 2020 com 30% da capacidade, escalou para 60% em 2024 e deve atingir 100% por volta de 2028. Carla Brunoro, gerente de comunicação e relações institucionais da ArcelorMittal Tubarão, reforçou a expectativa em torno do laminador de tiras a frio e informou que o grupo investiu R$ 25 bilhões no Brasil nos últimos anos. A usina de Tubarão completa 43 anos em 2026. A Petrobras, patrocinadora master, foi representada por Leonardo Silva Zacarias, gerente de suporte operacional da unidade do Espírito Santo.


MEC SHOW carbono neutro: 683 toneladas compensadas

Gustavo Ribeiro, diretor de operações da Marca Ambiental, participou da entrega simbólica do cheque de compensação das emissões de carbono do evento. Na edição anterior, foram compensadas 683 toneladas de carbono.

Ele explicou o processo: a partir da decomposição dos resíduos domiciliares no aterro sanitário, a empresa captura o biogás e o transforma em energia elétrica na primeira termelétrica a biogás do Espírito Santo, inaugurada em 2018. A destruição da molécula de metano gera o crédito de carbono usado na compensação. A Marca Ambiental prepara agora um projeto de biometano, combustível renovável capaz de substituir o gás natural e o diesel na indústria, no transporte e nas residências.


ES 500 Anos: o plano do Espírito Santo até 2035

Fernando Saliba, presidente do Espírito Santo em Ação, apresentou o ES 500 Anos, plano de desenvolvimento de longo prazo entregue no ano passado com visão até 2035. É o terceiro ciclo de planejamento do estado, depois do plano de 2006, com visão 2025, e do de 2013, com horizonte 2030.


O plano foi elaborado com a participação de mais de 1.700 pessoas e mais de 300 instituições, e se organiza em cinco missões: economia diversificada e inovadora, polo de competências, cuidado integral, sustentabilidade e resiliência climática, e um estado ágil e inteligente. São mais de 100 iniciativas e mais de 400 membros na comunidade do ES 500 Anos.


A governança é conduzida por uma assembleia presidida pelo governador e por um conselho de líderes formado por 16 instituições, escolhidas por chamamento público e renovadas a cada dois anos. Um observatório público permite acompanhar o estágio de implementação de cada iniciativa.

“Este é um plano de Estado, não um plano de governo. Ele atravessa governos e vai construindo o futuro com uma visão de Estado.”

BW Energy: campo de Golfinho e projetos socioambientais

Tatiana Mafra, gerente de sustentabilidade da BW Energy, apresentou a operação da empresa no Espírito Santo, que inclui o campo de Golfinho em produção, o Golfinho Boost e o campo de Maromba, em desenvolvimento na Bacia de Campos, além dos FPSOs Cidade de Vitória e Maromba e um gasoduto que leva o gás até Cacimbas.

Entre os projetos socioambientais, destacou o Atlas Mangue, plataforma WebGIS que mapeia áreas com potencial de restauração de manguezais no Espírito Santo, com projeto-piloto de restauração previsto para começar em fevereiro; um programa de capacitação de pescadores para resposta a emergências com derramamento de óleo, já presente em 10 municípios; e o Pé/Horizontes, projeto de educação ambiental vinculado à licença do campo de Golfinho.


Os próximos vídeos da Ilha da Inovação

Esta cerimônia de abertura é a primeira das 14 publicações que o CDMEC fará no blog e no canal do YouTube, uma por dia, com todas as apresentações e debates realizados na Ilha da Inovação durante a MEC SHOW 2026. Acompanhar o CDMEC é a melhor forma de saber o que de mais relevante foi discutido na feira.


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