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Ifes: Cidade da Inovação é o 1º parque tecnológico do ES - Anderson Rozeno Bozzetti Batista - MecShow 2026

  • Foto do escritor: CDMEC
    CDMEC
  • há 2 dias
  • 4 min de leitura

Pró-reitor de Extensão apresentou na Ilha da Inovação a rede de incubadoras que cobre 75 dos 78 municípios capixabas e o parque tecnológico que ficou em primeiro lugar no edital nacional da FINEP.


IFES na Ilha da Inovação do CDMEC / MecShow 2026.Palestrante: Anderson Rozeno Bozzetti Batista, pró-reitor de Extensão do Ifes.


O Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) apresentou na Ilha da Inovação do CDMEC, durante a MecShow 2026, como organiza suas estruturas de inovação e o que a indústria capixaba pode acessar por meio delas. Quem falou pelo instituto foi o pró-reitor de Extensão, Anderson Rozeno Bozzetti Batista, ao lado de Mirian de Magdala Pinto, da Ufes, e Alessandro Coutinho Ramos, da UVV.

Toda a área de inovação do Ifes está ligada à Pró-Reitoria de Extensão, que abriga a Diretoria de Extensão Tecnológica e a Agência de Inovação do Ifes (Agifes). É por ela que passam as demandas de empresas, cuidando de propriedade intelectual, contratos e regulamentação. Segundo Anderson, o Espírito Santo tem uma vantagem que poucos estados têm: enquanto outros possuem três ou cinco institutos federais concorrendo entre si, aqui existe um só, presente em todas as microrregiões. São 25 campi implantados e mais um em fase de implantação, o que significa uma unidade a cada 50 quilômetros rodados no Estado.


Uma incubadora, 17 núcleos, quase todo o Estado

O Ifes tomou a decisão estratégica de não criar várias incubadoras, e sim uma única incubadora com 17 núcleos espalhados pelo território. O resultado é que apenas três dos 78 municípios capixabas não têm atendimento direto por essa rede, algo que fortalece o Estado inclusive na disputa por editais e recursos nacionais. Os números apresentados:

•  76 empreendimentos incubados, 10 em fase de aceleração e 36 empresas graduadas.

•  Certificação CERNE níveis 1 e 2, com trabalho em curso para elevar esse patamar.

•  28 patentes registradas, 140 registros de software, 14 marcas e 5 licenciamentos de serviços tecnológicos na Agifes.

•  No Polo de Inovação Vitória, R$ 11 milhões captados diretamente junto a empresas e outros R$ 55 milhões via editais.

As áreas de atuação acompanham o arranjo produtivo de cada região, de bioeconomia e agricultura a inteligência artificial, saúde, metrologia e materiais. Uma empresa da Grande Vitória que precise de uma competência existente apenas em um campus do interior pode ser conectada a ele pela Pró-Reitoria de Extensão.


O parque tecnológico que ficou em primeiro lugar no Brasil

O anúncio de maior peso foi o Parque Tecnológico Cidade da Inovação, instalado em Jardim da Penha, em Vitória, nos antigos prédios do Instituto Brasileiro do Café cedidos pela União. A iniciativa começou com R$ 5 milhões do Funcitec, o fundo estadual gerido pela Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI), recursos que financiaram o planejamento e a estruturação da governança.

Foi esse trabalho que permitiu ao Ifes disputar a chamada pública MCTI/FINEP/FNDCT de Parques Tecnológicos, na qual o projeto capixaba ficou classificado em primeiro lugar no Brasil, garantindo cerca de R$ 11,8 milhões para a primeira etapa de infraestrutura física em uma área de 25 mil metros quadrados, com laboratórios e espaços de trabalho compartilhado. A meta é colocar essa estrutura inicial em operação já no começo do próximo ano.

Anderson fez questão de frisar que o parque não é do Ifes, e sim do ecossistema. Além de infraestrutura, ele oferecerá serviços tecnológicos, inovação aberta, incubação e um escritório de projetos para ajudar empresas e instituições a escreverem propostas robustas, uma carência que ficou evidente no edital Nova Economia Capixaba. O parque também não concorre com os outros ambientes do instituto, o InovaSerra, no campus Serra, e o Distrito 28, em Cachoeiro de Itapemirim, mas os complementa.


O tsunami da inteligência artificial

No debate, Carlos Henrique Veloso de Carvalho provocou os três painelistas sobre como as universidades sobreviverão ao avanço da robótica e da inteligência artificial. Anderson se declarou entusiasta da evolução e comparou o momento a 2007, quando o telefone celular ainda não acessava a internet e hoje é tudo, menos um telefone.

“A IA consegue replicar tudo o que já existiu, porque o treinamento é feito em cima do que já existe. Mas ela não consegue gerar o que é tipicamente humano.”

Ele apontou que o cuidado maior deve ser com as novas gerações, para que não percam capacidade de raciocínio, e defendeu que o foco das instituições esteja naquilo que só o ser humano entrega.


Como transformar inovação em nota fiscal

Carlos Jardim Sena, diretor do CDMEC, levou a discussão ao ponto prático: qual é a estratégia das instituições para monetizar a inovação. Anderson respondeu que o ecossistema capixaba está no meio do processo de amadurecimento, e que fortalecer a cultura é o que faz o ciclo girar sozinho, até que os resultados virem nota fiscal.

Carlos Henrique completou com uma provocação sobre divulgação, lembrando que o CDMEC identificou na academia capixaba núcleos de excelência que são referência internacional e que quase ninguém conhece. Sem comunicação, argumentou, o capital não encontra o que procura. E deixou o convite: o CDMEC tem penetração nacional e ambição internacional, e se dispõe a promover essas competências mundo afora.

“Pensar grande e pensar pequeno dá o mesmo trabalho.”

Assista à apresentação completa no canal do CDMEC no YouTube. Quer conectar sua empresa às competências e aos laboratórios do ecossistema capixaba de inovação? Associe-se ao CDMEC.


Apresentação e debate conduzidos por Carlos Henrique Veloso de Carvalho e Carlos Jardim Sena, presidente e diretor do CDMEC.



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