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IA não substitui, potencializa: o que todo CEO precisa entender

Podcast Energize-se | Todo o conteúdo deste artigo foi extraído da entrevista. | O link para a gravação integral da entrevista no Youtube está no final desse artigo.

Condução: Carlos Henrique Veloso de Carvalho e Carlos Jardim Sena, Presidente e Diretor do CDMEC.

No episódio 045 do Energize-se, conversamos com Márcio Gomes, publicitário capixaba que acompanha a evolução digital desde 1996, quando desenvolveu um dos primeiros sites do Espírito Santo. Hoje, Márcio trabalha ensinando empresas a usarem inteligência artificial como base para planejamento estratégico e comunicação.


De 1996 ao ChatGPT: duas viradas em uma carreira

Márcio contou que teve a mesma sensação duas vezes na vida. A primeira em 1996, quando o irmão trouxe do Rio de Janeiro uma revista falando de um tal Netscape Navigator. A segunda em novembro de 2022, quando viu o ChatGPT pela primeira vez.

“A primeira vez que eu me conectei naquilo, eu falei: cara, eu quero morar aqui dentro.”

Naquela época, ele e a equipe compraram um livro de HTML, viraram três ou quatro noites, desenvolveram o próprio site e levaram em disquete até o Sebrae para colocar no ar. Foi o primeiro passo de uma trajetória que passou pela CyberTool, pelo vídeo marketing e chegou à IA.


Boring business: o mercado que ninguém enxerga

Um dos conceitos mais interessantes da conversa foi o que Márcio chama de boring business, ou negócios chatos. São empresas com faturamento alto, 30 ou 40 anos de mercado, que não se comunicam muito porque não dependem de volume de clientes. Indústrias metalmecânicas, construtoras, empresas especializadas em limpeza de alto-forno.

Segundo ele, o dono desse tipo de negócio geralmente tem entre 55 e 70 anos, construiu tudo sozinho e não tem tempo para acompanhar tecnologia e marketing. Quando alguém chega com uma estrutura pronta que conecta tudo isso, ele compra a ideia na hora.


O funil infinito e a venda lateral

Márcio explicou como o comportamento de compra mudou. O antigo funil de vendas, com topo, meio e fundo, virou o que ele chama de funil infinito: o consumidor fica circulando no meio, pesquisando, comparando e validando até decidir. Um dado que ele citou: em média, a pessoa compra depois de ver a marca sete vezes.

Nesse cenário, a venda lateral ganha força. É o modelo do podcast patrocinado, em que a marca aparece dentro de um conteúdo que a pessoa já escolheu consumir, sem interromper e sem forçar.


O que ele fez com os vídeos do Energize-se

Antes da entrevista, Márcio pegou 33 vídeos já publicados do Energize-se, cerca de 33 horas de conteúdo, e jogou dentro de uma IA. O resultado: mais de 150 a 200 artigos potenciais, organizados em cinco camadas temáticas.

“Você está entregando um conteúdo só. Você poderia estar entregando vários artigos dentro da mesma entrevista.”

Ele destacou que o conteúdo do CDMEC é de cauda longa e original, dois fatores cada vez mais valiosos num ambiente em que a IA substitui o SEO tradicional. Quem procura sobre descomissionamento offshore ou metrologia industrial vai encontrar exatamente ali.


Agentes, GPTs treinados e o CEO potencializado

Márcio diferenciou ferramenta, IA, GPT treinado e agente. Explicou que é possível treinar uma IA para escrever com o seu tom de voz, para se comportar como um roteirista, ou para replicar a forma como uma pessoa específica pensa e resolve problemas.

E fez uma provocação direta ao público do CDMEC: a IA é a primeira tecnologia disruptiva em que a geração mais velha se adapta melhor do que a mais nova. Porque quem tem repertório, contexto e experiência sabe o que perguntar.

“O CEO não chegou ali à toa. Esse cara tem repertório, tem informação, tem contexto. Se eu plugo nele um modelo mental de IA, ele explode.”

O recado para quem ainda está tímido com IA

Ao final, Carlos Henrique pediu um recado especificamente para o CEO que ainda não usa IA. Márcio respondeu com a frase que usa com todos os clientes.

“O maior fator de reposição da ordem é o caos. Gere o caos de informações. E a partir desse caos, você organiza sua empresa em cima de uma metodologia de pensamento com IA.”

E encerrou com a mensagem central da conversa: a IA não vem para substituir nem apenas para reduzir tempo de tarefas. Ela vem para levar as pessoas além de onde já chegaram.


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Energize-se é um podcast patrocinado pela Mútua, iniciativa do CDMEC e da FCEL.




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